US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil

  • 02/06/2026
(Foto: Reprodução)
Exportadores brasileiros reagem à ameaça de cobrança de novas tarifas pelos EUA Exportadores brasileiros reagiram à ameaça de cobrança de novas tarifas pelos Estados Unidos. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso a tarifa seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, com impacto direto na competitividade dos produtos brasileiros. "Seria um aumento que seria exclusivo para as exportações brasileiras e diferenciaria, aumentaria a distância entre a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano em relação a outros concorrentes”, diz Abraão Neto, presidente da Amcham/ Brasil. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os principais setores exportadores preveem consequências. A Confederação Nacional de Indústrias fala dos impactos negativos nas cadeias produtivas e destaca que, em 2025, com o tarifaço, as exportações brasileiras tiveram uma queda de 4,2% em comparação ao ano anterior. O setor de calçados se preocupa com uma nova paralisação das vendas. "Toda a projeção positiva de crescimento da exportação para os Estados Unidos e de geração de postos de trabalho no Brasil fica comprometida, porque o mercado interno também está sofrendo, sofreu nesse primeiro trimestre, a questão de produção. E a produção para exportação estava sendo positiva”, afirma Haroldo Ferreira, presidente-executivo Abicalçados. E os empresários da moda se preparam para negociar. "Vamos ter que atuar fortemente junto com o governo, com diplomacia empresarial e governamental, e mostrando que, no geral, não faz sentido e, em particular, a indústria têxtil de confecção muito menos. Pelo contrário, nós queremos é aprofundar as relações com os Estados Unidos”, diz Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. O mercado americano é o principal destino da produção da indústria de máquinas e equipamentos. "O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos no ano passado, em 2025, pegou forte o setor, pois nós exportávamos US$ 4 bilhões no ano anterior para os Estados Unidos”, diz José Velloso, presidente-executivo Abimaq. US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional dizem que o relatório da Agência Americana de Comércio não leva em conta que a balança comercial é favorável para os Estados Unidos, que o desmatamento no Brasil caiu e que o ambiente de negócios não impede a entrada de investimentos no Brasil. Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que as críticas do relatório americano servem como pretextos para pressionar o Brasil. Renata Ribeiro, repórter: Em relação à crítica que eles fazem ao meio ambiente? Como é que o senhor vê essa crítica? Welber Barral: Uma crítica muito superficial. Em primeiro lugar, porque grande exportação para os Estados Unidos, como é o caso de móveis e madeira, vem do Sul do Brasil. Não tem nada a ver com desmatamento. Além disso, o desmatamento vem caindo no Brasil e nada disso foi considerado no relatório apresentado pelo USDA. Todos os temas comerciais levam interesses dos países em consideração e são armas da negociação. Então, todos os argumentos sobre PIX, sobre liberdade de expressão, envolvem, na realidade, interesses comerciais e econômicos. Sobre as críticas ao PIX, a Febraban disse, em nota, que trata-se de uma infraestrutura e pagamento, não um produto comercial, e que não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, desde que operem no mercado nacional, já que é um sistema de pagamentos que usa o real. Rodrigo Fagundes Cezar, professor de Relações Internacionais da FGV, acredita que vá pesar sobre o governo Trump a pressão do consumidor americano: "Essas críticas estão muito alinhadas com críticas já antigas que os Estados Unidos têm em relação à forma como o Brasil faz comércio. Então, muitas dessas críticas já existem, já foram feitas há cinco anos, há dez anos, há 15 anos. O jogo de interesses aqui é: em que momento eu vou beneficiar um grupo específico de interesse e em qual momento isso se torna tão saliente para o público que eu preciso dar um passo atrás, senão isso vai afetar a minha popularidade”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais Quais os próximos passos e prazos da investigação comercial dos EUA contra o Brasil? Lula diz que 'filhos são piores que Bolsonaro' ao associar taxação dos EUA à família do ex-presidente: 'Traidores da pátria' Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que não taxasse produtos do Brasil Ana Flor: Novo tarifaço dos EUA é mais sério e tem potencial eleitoral

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/06/02/us-15-bilhoes-e-o-volume-das-exportacoes-que-pode-ser-afetado-caso-tarifa-de-25percent-seja-aplicada-segundo-a-camara-americana-de-comercio-para-o-brasil.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Don't Let Me Down

The Beatles

top2
2. Epitaph

King Crimson

top3
3. Feeling Good

Nina Simone

top4
4. Somebody To Love

Queen

top5
5. Lady Laura

Roberto Carlos

Anunciantes