Síndico e filho presos por morte de corretora estavam com malas no momento da prisão, diz polícia
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Síndico é preso por morte de corretora de imóveis
O síndico e o filho investigados pela morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás, estavam com malas prontas no apartamento, quando foram presos pela polícia. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, que preside a investigação, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, sua esposa e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, estavam dormindo no momento da prisão.
"Não podemos afirmar categoricamente (que eles iriam fugir). Mas existiam, sim, malas no local, no momento do cumprimento da prisão", disse o delegado ao g1.
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O g1 procurou a defesa de Cleber e de Maicon Douglas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em entrevista à TV Anhanguera, em Caldas Novas, o advogado criminalista Felipe Borges de Alencar disse que ainda não tinha tido acesso à investigação. "Nós aguardamos essas informações para, posteriormente, emitir uma nota", afirmou.
Cléber Rosa de Oliveria, síndico do prédio onde Daiane Alves de Souza morava foi preso temporariamente suspeito de homicídio e ocultação de cadáver, segundo a Polícia Civil.
Fábio Lima/O Popular
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Segundo a Polícia Civil, Cleber foi preso temporariamente, investigado por homicídio e ocultação de cadáver, e Maicon Douglas foi preso e é investigado por ter auxiliado o pai no crime e por obstrução à investigação. As prisões foram realizadas na madrugada de quarta-feira (28), no apartamento deles, no condomínio onde moravam, o mesmo onde Daiane morava e administrava apartamentos da sua família.
Cleber Rosa de Oliveira e o filho Maicon Douglas Souza de Oliveira foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas
Reprodução/ TV Anhanguera
Entre os motivos para a prisão de Maicon Douglas foi a compra de um celular novo para o pai logo após o crime, em dezembro. De acordo com a polícia, isso seria um indício de que ele poderia atrapalhar as investigações.
Segundo o delegado André Luiz, no dia 17 de janeiro, a polícia fez uma perícia no local do desaparecimento, incluindo o carro de Cléber.
"A gente percebeu que o filho comprou um celular novo e deu para o pai", afirmou.
Tanto o celular antigo de Cléber, que teria sido descartado por ele, quanto o de Daiane, que ela usava para fazer vídeos nos momentos que antecederam a sua morte, não foram encontrados até o momento, de acordo com a polícia.
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