Rio Grande do Norte tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção; veja quais

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
Passarinho chupa-dente-do-nordeste, de nome científico Conopophaga cearae Divulgação/Idema O Rio Grande do Norte tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção. É o que aponta a primeira lista oficial elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), divulgada na edição desta quarta-feira (28) do Diário Oficial do Estado (DOE). Segundo o Idema, as espécies são da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Veja, mais abaixo, algumas espécies que estão na lista: Animais marinhos classificados como Criticamente em Perigo: peixe-serra (Pristis pectinata); tubarão-martelo (Sphyrna lewini); mero (Epinephelus itajara); tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea); peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) Fauna terrestre e continental: ararajuba (Primolius maracana); gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi); jacucaca (Penelope jacucaca); ema (Rhea americana); perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi). A lista completa pode ser acessada no site do Idema. Novo método de pesquisa traz esperança para animais em extinção ➡️ As espécies avaliadas foram enquadradas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), conforme critérios compatíveis com os adotados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ajustados às especificidades ecológicas, territoriais e socioambientais do Rio Grande do Norte. ➡️ Segundo o Idema, o documento será atualizado periodicamente, a cada quatro anos, ou sempre que novos dados científicos relevantes indicarem a necessidade de revisão. Espécies prioritárias para preservação e conservação A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre. Os objetivos dessas diretrizes, segundo o Idema, são: subsidiar o licenciamento ambiental; apoiar ações de fiscalização e controle; fomentar pesquisas científicas; fortalecer a educação ambiental; e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade. De acordo com órgão, as espécies classificadas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de conservação no estado. O documento também prevê restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats -- salvo nos casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental. "Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do Estado”, explicou o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt. Um dos animais ameaçados de extinção, segundo o Idema Divulgação/Idema Lista avaliou espécies e distribuição geográfica Para a elaboração do documento, o Idema contou com atuação de diversos pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA, entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos de animais silvestres, como: insetos (libélulas e borboletas); peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos; crustáceos; anfíbios; répteis, incluindo tartarugas marinhas; aves; e mamíferos marinhos. A análise considerou critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado. “Para quem trabalha com pesquisa, é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação", falou o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva. Um dos animais ameaçados de extinção, segundo o Idema Divulgação/Idema Licenciamento ambiental Segundo o Idema, essa lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo órgão. Segundo o Instituto, a identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos poderá resultar na exigência de estudos ambientais específicos, adoção de medidas que reduzem ou compensem o impacto, imposição de algumas condições ou até no indeferimento do pedido. Veja coordenadores responsáveis pela coleta dos dados para elaboração da lista oficial: Eliza Maria Xavier Freire (UFRN) - Répteis Flávio José de Lima Silva (UERN) - Mamíferos Aquáticos Fúlvio Aurélio de Morais Freire (UFRN) - Crustáceos Jorge Bañuelos Irusta (Irusta Consultoria) - Libélulas Larissa Nascimento dos Santos (UFRN) - Borboletas Liana de Figueiredo Mendes (UFRN) - Peixes marinhos Mauro Pichorim (UFRN) - Aves Milena Wachlevski Machado (UFERSA) - Anfíbios Sérgio Maia Queiroz Lima (UFRN) - Peixes de água doce e estuarinos Simone Almeida Gavilan (UFRN) - Tartarugas marinhas Um dos animais ameaçados de extinção, segundo o Idema Divulgação/Idema Vídeos mais assistidos do g1 RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/01/28/rio-grande-do-norte-especies-ameacadas-extincao.ghtml


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