Pipoqueiro de Divinópolis viraliza após cliente enviar Pix de R$ 300 por engano: ‘O dinheiro não era meu’
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Pipoqueiro de Divinópolis viraliza após devolver Pix recebido por engano
Uma atitude simples, após um zero a mais transformar um Pix de R$ 30 em R$ 300, tornou o pipoqueiro Adriano da Silva um símbolo de honestidade. Ao fim do dia, ao conferir as movimentações bancárias, o morador de Divinópolis percebeu o erro e não pensou duas vezes.
“Na hora eu não vi. Depois, quando fui olhar, percebi que tinha um dinheiro a mais. Aí fui atrás para devolver, porque o dinheiro não era meu”, contou o pipoqueiro.
Os R$ 270 voltaram para a conta de uma médica da cidade, que relatou o caso nas redes sociais. Após a aula dos filhos, ela comprou três pipocas de Adriano e, sem perceber, fez um Pix de R$ 300.
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A mulher também só percebeu o erro mais tarde. Mas, antes que pudesse fazer algo, notou que a diferença paga ao pipoqueiro já havia retornado para a conta. “Isso reacende nossa fé na humanidade”, comentou uma usuária na publicação.
Adriano trabalha desde 2019 vendendo pipoca na porta de escolas do bairro Sidil. No dia em que recebeu um Pix no valor dez vezes maior do que o correto, o pipoqueiro recorreu à filha para ajudá-lo a fazer a coisa certa.
“Eu falei para ela ‘filha, tem como devolver, porque só R$ 30 é nosso’. Ela disse que tinha como e nós devolvemos. Passou um tempo, ela [a médica] passou, me viu e perguntou se foi eu que devolvi o dinheiro e tirou uma foto”, relembrou.
Pipoqueiro ficou surpreso com a repercussão
A repercussão surpreendeu o vendedor, que disse não imaginar que a atitude teria tanta visibilidade. “Eu só fiz o que era certo”, afirmou.
Pipoqueiro devolveu pix de R$ 300 feito a cliente de forma equivocada em Divinópolis
Patrícia Moreira/Divulgação
Nas redes sociais, moradores destacaram que exemplos como o de Adriano ajudam a reforçar valores como honestidade, respeito e empatia em meio à correria do dia a dia.
Para quem convive com ele, o gesto apenas confirmou uma característica já conhecida por clientes e moradores da região: a integridade de um trabalhador que conquistou a vizinhança com simplicidade e bom humor.
Rotina nas ruas
Adriano costuma alternar os pontos de venda entre a porta da Escola Roberto Carneiro e a esquina das ruas Coronel João Notini e Piauí, próximo à Escola Tindolelê.
Todos os dias, ele chega por volta das 16h para preparar pipocas doces e salgadas. Mas a trajetória nas ruas começou bem antes disso.
Antes de trabalhar como pipoqueiro, Adriano também vendeu algodão-doce na porta de outra escola da cidade e atuou como catador de materiais recicláveis.
Conhecido pelo jeito alegre e carismático, ele se tornou uma figura familiar entre pais e crianças da região.
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