Nos primeiros meses de 2026, gastos com educação, transporte e alimentação foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros

  • 10/04/2026
(Foto: Reprodução)
Nos primeiros meses de 2026, gastos com educação, transporte e alimentação foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros Nos primeiros meses de 2026, os gastos com educação, transporte e alimentação foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros. A conta de luz, de gás, gastos com alimentação, reajuste das mensalidades escolares. Os Silveira começaram o ano com o orçamento carregado, e ainda veio a alta dos combustíveis. “Meu marido sempre foi trabalhar de carro. Pelo menos duas vezes na semana, ele está indo de transporte público. O gasto com gasolina aumentou muito, muito”, conta a administradora de empresa Suelen Silveira. Inflação, cada família sabe onde aperta a sua. Mas o índice oficial, o IPCA, aponta que, na média, o ano de 2026 começou com pressão sobre itens essenciais. Um mapa de calor mostra que os preços dos alimentos e bebidas começaram o ano comportados, mas aceleraram agora em março, aquecendo a inflação. O custo dos transportes mais que dobrou no período sob efeito da alta dos combustíveis. E a educação, que pegou no período das matrículas e compra de materiais escolares, estabiliza agora. A saúde segue em temperatura morna, com peso constante sobre o custo de vida dos brasileiros. Nos primeiros meses de 2026, gastos com educação, transporte e alimentação foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros Jornal Nacional/ Reprodução Todo ano é assim. Os primeiros três meses são de pressão sobre os preços por causa dos reajustes do período, reposição de estoques e retomada da produção industrial. O que não estava na conta era a guerra no Oriente Médio, que chega para a gente como combustível para a inflação. É a alta do petróleo que está por trás do encarecimento dos combustíveis, do transporte e dos alimentos. Otto Nogami, professor de economia do Insper, explica por que pagamos a conta da guerra mesmo sendo grandes produtores de petróleo: “O nosso volume de produção de petróleo, sem dúvida alguma, é bem superior àquilo que domesticamente consumimos. O grande problema nesse setor é que nós não temos refinarias. Então, nós temos que exportar o óleo bruto e importar o derivado. E à medida que eu tenho que importar o derivado a preço internacional, eu fico suscetível ao mercado de câmbio”, explica. As férias na neve ficaram na memória. Com o calor da inflação, os Silveira não vão viajar em 2026. “Hoje, eu ganho mais do que eu ganhava em 2024, em 2025 até, e eu não consigo comprar o que eu comprava em 2024. O meu dinheiro, embora ele tenha aumentado, ao mesmo tempo diminuiu, porque eu não consigo adquirir as mesmas coisas”, diz Suelen Silveira. LEIA TAMBÉM Preço dos alimentos em março: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/10/nos-primeiros-meses-de-2026-gastos-com-educacao-transporte-e-alimentacao-foram-os-que-mais-pesaram-no-bolso-dos-brasileiros.ghtml


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