Morre Lindsey Graham, senador republicano dos Estados Unidos
12/07/2026
(Foto: Reprodução) Senador Lindsey Graham fala com a imprensa em Kiev, capital da Ucrânia, em 10 de julho de 2026
REUTERS/Valentyn Ogirenko
O senador norte-americano Lindsey Graham, membro do Partido Republicano, morreu na noite deste sábado (11). A informação foi compartilhada pelo gabinete do próprio político na rede social X (antigo Twitter).
Segundo o comunicado, Graham morreu após uma doença repentina e breve. O senador eleito pela Carolina do Sul tinha 71 anos. Na última semana, ele fez parte de uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e anunciou maiores sanções dos Estados Unidos contra a Rússia.
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Nos últimos anos, Graham também ficou conhecido por sua relação próxima com o presidente Donald Trump, contra quem chegou a disputar, por um breve período, a indicação do Partido Republicano à Presidência em 2016.
Trump lamentou a morte de Graham, que classificou como "uma das melhores pessoas" e "um dos melhores senadores", na rede social Truth Social. "Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Lindsey fará muita falta!!! Detalhes e informações sobre o velório serão divulgados em breve. Muito triste!", publicou.
Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002. Conhecido por defender uma política externa voltada para a área de defesa, seu site afirma que ele "defendeu de forma consistente resultados na Guerra ao Terror que protegessem os interesses de segurança nacional de longo prazo" dos Estados Unidos.
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Recentemente, Graham presidiu a Comissão de Orçamento do Senado. Também integrou a Comissão de Apropriações, a Comissão Judiciária e a Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado.
Carreira política
Lindsey Graham construiu uma carreira de mais de três décadas na política norte-americana. Republicano da Carolina do Sul, iniciou sua trajetória eleitoral em 1992, quando foi eleito deputado estadual após atuar como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum.
Nascido em uma família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham cresceu ajudando os pais, donos de um bar ao lado da casa da família. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida pública.
Sua projeção nacional começou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton.
No ano seguinte, foi eleito senador e passou a atuar ao lado de John McCain, de quem se tornou um dos principais aliados políticos.
Graham apoiou McCain na disputa pela indicação republicana à Presidência em 2000 e permaneceu próximo do senador durante os anos seguintes.
Em 2016, Graham tentou disputar a indicação do Partido Republicano à Presidência, mas acabou derrotado nas prévias vencidas por Donald Trump.
Na campanha, foi um dos críticos mais duros do empresário, chegando a classificá-lo como um "xenófobo intolerante" que utilizava questões raciais para inflamar a população e afirmando que ele não representava o Partido Republicano.
Após a vitória de Trump nas eleições presidenciais daquele ano, no entanto, Graham mudou de posição e se aproximou do presidente.
Os dois passaram a manter uma relação frequente, incluindo partidas de golfe, e, segundo o jornal "The New York Times", Graham se tornou um dos políticos com maior acesso à Casa Branca durante aquele governo.
A mudança de aliança foi acompanhada por uma alteração em seu discurso político. Se antes era visto como mais moderado em temas como imigração, passou a adotar posições mais duras, alinhadas às de Trump.
Em alguns momentos, porém, enfrentou resistência dentro do próprio partido ao se afastar das alas mais conservadoras, como quando votou a favor de uma juíza indicada pelo então presidente Barack Obama para a Suprema Corte.
Após a derrota de Trump para Joe Biden, em 2020, Graham participou das tentativas de contestar o resultado da eleição. Ele chegou a telefonar ao responsável pela certificação dos votos no estado da Geórgia para questionar se seria possível contestar judicialmente votos enviados pelo correio.
Depois da invasão do Capitólio por apoiadores de Trump, em 6 de janeiro de 2021, Graham indicou que poderia romper com o ex-presidente, mas voltou a se aproximar dele pouco tempo depois.
Nos anos seguintes, adotou um discurso cada vez mais conservador em entrevistas e aparições na televisão. Em 2021, voltou a ganhar repercussão no Brasil ao afirmar, sem apresentar provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos usando roupas de grife e bolsas da marca Gucci.