Médica tem mantida condenação por injúria racial contra vigilante de hospital no Acre

  • 13/06/2026
(Foto: Reprodução)
Médica foi condenada por injúria racial contra vigilante após desentendimento em hospital de Rio Branco Reprodução A médica Laura Helena Saldivar teve mantida uma condenação por injúria racial cometida contra um vigilante, de 25 anos, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into Acre), em Rio Branco, após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negar um recurso da defesa dela em decisão do último dia 3. Esta foi o terceiro veredito no caso que aconteceu em fevereiro de 2024. A médica foi absolvida em primeira instância, em dezembro daquele ano, o Ministério Público do Acre (MP-AC) recorreu da decisão e, em outubro de 2025, o TJ foi favorável à reforma da sentença, que acabou mantida na terceira deliberação. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o advogado Marcelo Feitosa Zamora, que atua na defesa de Laura, afirmou que a profissional não possui histórico de condutas discriminatórias e sempre manteve uma trajetória de respeito a pacientes e colegas de trabalho. (Veja mais abaixo) Entenda a diferença entre racismo e injúria racial LEIA MAIS: Acre registrou quase 60 casos de injúria racial em 2024, aponta Anuário Acre está entre os 3 estados sem canal exclusivo para denúncias de violação de direitos étnico-raciais, diz IBGE Professora da Ufac é alvo de comentário racista em transmissão de debate entre candidatos à reitoria; instituição repudia Conforme o processo, o vigia impediu a entrada de um veículo conduzido pelo marido de Laura porque o carro não estava entre os autorizados a acessar o estacionamento interno do hospital, o que causou um desentendimento. Segundo testemunhas, a médica se referiu ao profissional com a frase "Quem aquele caboco arigó pensa que é para me abordar desse jeito?", questionando o fato da vítima tê-la chamado pelo pronome de tratamento você. Qual foi a pena aplicada? O crime de injúria racial está previsto no Código Penal brasileiro e consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Contudo, caso a condenação permaneça até o fim definitvo do processo, a médica não ficará presa. A pena foi fixada em dois anos de reclusão, em regime aberto, com substituição da prisão por duas medidas alternativas: prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo. A defesa destacou que Laura foi absolvida em primeira instância e sustenta que a acusação se baseia em relatos de testemunhas, com versões que considera divergentes ao longo do processo. O advogado também informou que a decisão não é definitiva e que a médica não cumprirá pena neste momento. Segundo ele, a defesa pretende recorrer aos tribunais superiores em busca de nova revisão. Caso aconteceu em 2024 O caso ocorreu em fevereiro de 2024, no Into, onde a médica trabalhava. Laura chegou ao hospital acompanhada do marido e tentou entrar com o carro na unidade. O vigilante informou que não poderia liberar a entrada porque havia recebido orientação para permitir apenas o acesso de veículos autorizados e cadastrados. Segundo o processo, a expressão racista foi repetida diversas vezes. O vigia afirmou que se sentiu humilhado e discriminado pela fala, que considerou ofensiva por causa da sua cor de pele. Depois do episódio, ele registrou um boletim de ocorrência. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/06/13/medica-tem-mantida-condenacao-por-injuria-racial-contra-vigilante-de-hospital-no-acre.ghtml


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