Londres registra grandes manifestações em meio à crise política do governo Starmer

  • 16/05/2026
(Foto: Reprodução)
Duas grandes manifestações ocupam as ruas de Londres neste sábado (16): o movimento "Una o Reino", organizado pelo ativista político ultradireitista Tommy Robinson, e um ato em prol dos palestinos que foram deslocados pela guerra Árabe-Israelense de 1948. Empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", milhares de manifestantes de extrema-direita estão concentrados na Praça do Parlamento e protestam contra o que entendem ser uma onda de discriminação contra pessoas brancas no país. Tommy Robinson — cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon — ficou conhecido por suas posições anti-imigração e declarações xenófobas. Antes da marcha, o ativista publicou no X: "Hoje, nós unimos o Reino e o Ocidente na maior expressão patriótica que o mundo já viu". Manifestantes se reúnem na Praça do Parlamento, em Londres, no dia 16 de maio de 2026, durante a marcha do movimento de extrema direita 'Una o Reino Unido' Kirsty Wigglesworth/AP ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Além de gritos de ordem ultranacionalistas, pedidos pela renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, que passa pelo pior momento do seu governo (leia mais abaixo), também foram ouvidos. Mais cedo, Starmer usou as redes para criticar a manifestação: "Estamos em uma batalha pela alma desse país e a marcha 'Una o Reino Unido' é um lembrete amargo do que estamos enfrentando". Em outra parte da cidade, manifestantes pró-Palestina empunham cartazes contra a extrema-direita e pedem pela liberação de "reféns palestinos". Muitos deles são vistos usando kaffiyehs, o tradicional lenço quadriculado trajado no Oriente Médio. Manifestantes pró-Palestina fazem em Londres, no Reino Unido, no dia 16 de maio de 2026 Thomas Krych/AP Mais de 4 mil policiais foram mobilizados para a capital do Reino Unido e estão controlando uma zona tampão entre as marchas com orientações ideológicas opostas. Os agentes também estão utilizando drones, cavalos e cães policiais, além de manter veículos blindados de prontidão. A Polícia Metropolitana de Londres classificou a operação como uma das ações de policiamento mais significativas dos últimos anos. Ao jornal britânico "The Guardian", os policiais disseram que, até o momento, 11 pessoas foram presas por diferentes tipos de crimes e infrações, sem especificar quantas delas estavam em cada um dos protestos. Além das manifestações, as autoridades também precisam se preocupar com o fluxo de torcedores no estádio de Wembley para o final da Copa da Inglaterra, que está sendo disputada por Chelsea e Manchester City. Vídeos em alta no g1 Manifestações encerram semana cáotica para Keir Starmer As demonstrações em Londres ocorrem em meio a um turbilhão político enfrentado pelo governo trabalhista, do primeiro-ministro Keir Starmer. Na terça-feira (12), quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renuncie. Uma das renúncias foi a de Wes Streeting, que ocupava a pasta da Saúde no governo Starmer e agora pretende concorrer contra o primeiro-ministro em uma eleição. "Eu estarei em qualquer disputa de liderança para dar sucessão a Starmer", disse Streeting no X. A crise no centro do governo trabalhista começou após o péssimo resultado para o partido nas eleições municipais e regionais realizadas no início de maio. O partido de Starmer — que voltou ao poder em julho de 2024, após 14 anos de governos conservadores — perdeu cerca de 1.500 cadeiras de vereadores e viu o partido de direita Reform UK crescer de forma significativa. A derrota nas urnas foi vista como uma espécie de teste da popularidade do premiê, que caiu bastante desde que assumiu o cargo, há menos de dois anos. O governo enfrenta dificuldades para entregar o crescimento econômico prometido, melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de assistência social e, entre outras coisas, reduzir o custo de vida da população. Além disso, embora o Partido Trabalhista tenha defendido a permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo de 2016, a legenda evita retomar esse debate, que ainda divide profundamente o país. Apesar da pressão crescente para deixar o cargo, o primeiro-ministro afirma que pretende liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais, previstas para 2029.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/05/16/londres-registra-grandes-manifestacoes-em-meio-a-crise-politica-do-governo-starmer.ghtml


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