Irmão de Melqui Galvão é afastado da Polícia Civil após investigação sobre entrada de celular em cela no AM
13/05/2026
(Foto: Reprodução) Melqui Galvão.
Reprodução/Redes Sociais
O policial civil Enoque Galvão, irmão do lutador e professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, foi afastado das funções operacionais após a Polícia Civil do Amazonas identificar indícios de que ele facilitou a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde o irmão estava preso, em Manaus. A situação foi constatada durante a investigação sobre a entrada de um celular na cela onde Melqui ficou detido.
A informação foi divulgada pela corporação por meio de nota oficial. Segundo a PC-AM, a apuração começou após a instituição tomar conhecimento de que Melqui Galvão teria realizado uma videochamada de dentro da unidade prisional.
De acordo com a polícia, foram realizadas inspeções internas no dia 2 de maio e, posteriormente, uma vistoria acompanhada pelo Ministério Público no dia 4 deste mês.
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“Após as verificações preliminares, foram identificados indícios de participação de um servidor, Enoque Galvão (irmão do custodiado), relacionados à facilitação do ingresso de terceiro não autorizado na unidade”, informou a corporação.
Ainda conforme a nota, Enoque responderá a procedimentos administrativos disciplinares na Corregedoria-Geral da PC-AM.
O g1 tenta contato com a defesa de Enoque Galvão.
Investigação sobre o caso
Lutador e treinador de jiu-jitsu, Melqui Galvão, foi preso em Manaus
Instagram/Reprodução
As investigações apontam que o caso começou a ser apurado após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima mora atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.
A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) reuniu relatos de ao menos três vítimas. Conforme a polícia, os denunciantes entregaram uma gravação em que o investigado admitiria indiretamente os fatos e tentaria impedir que o caso fosse levado adiante mediante promessa de compensação financeira.
Durante a investigação, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos.
De acordo com a polícia, Melqui havia viajado para o Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido.
Além da prisão temporária, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí, no interior de São Paulo.
A Polícia Civil do Amazonas informou ainda que as investigações relacionadas ao caso continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais para apurar possíveis crimes.
Quem é Melqui Galvão
Melqui Galvão é conhecido no meio esportivo como faixa preta e treinador de jiu-jitsu, sendo responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas.
Segundo a PC-AM, o servidor é efetivo da instituição e estava lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Diante da gravidade das denúncias, ele foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.
Professor de jiu-jítsu Melqui Galvão já foi preso por homicídio em operação policial no AM