Helicópteros batem em pleno ar no Rio: colisão de aeronaves em voo é muito rara na aviação brasileira; entenda
15/06/2026
(Foto: Reprodução) Veja momento em que helicóptero cai após colisão no Rio de Janeiro
A colisão no ar de duas aeronaves, como ocorreu entre dois helicópteros no Rio de Janeiro no domingo (14), é um acidente muito raro na aviação brasileira. Os dados são do Cenipa, a autoridade brasileira responsável por investigar desastres aéreos.
Desde 2016 até 2026, houve apenas quatro casos do tipo no Brasil —em um universo de 1.625 acidentes. As ocorrências foram classificadas como "perda de separação/colisão em voo". Uma pessoa morreu.
O número não leva em conta a tragédia de domingo no Rio —que, com seis mortos, passa a ser a mais grave dos últimos dez anos.
Veja a lista de ocorrências:
30 de março de 2016: Dois aviões agrícolas bateram em voo durante uma pulverização na cidade de Luiz Alves, em Santa Catarina. Uma das aeronaves perdeu controle e bateu contra o solo —o piloto morreu. A investigação apontou falhas de planejamento de voo e da empresa dona das aeronaves.
19 de julho de 2016: uma aeronave que pousava no aeroporto de São José, no Pará, bateu no teto de outra prestes a decolar. Uma pessoa se feriu levemente: o comandante da aeronave atingida. A investigação do Cenipa concluiu que o avião que pousava deveria ter arremetido.
12 de julho de 2018: duas aeronaves de instrução bateram no ar sobre a pista do aeroporto de Itápolis, no interior de São Paulo. Três tripulantes estavam envolvidos: todos tiveram ferimentos leves. A investigação constatou falha de um dos pilotos —pouco experiente pois realizava o primeiro voo do solo— e do instrutor dele que estava em solo.
8 de janeiro de 2026: duas aeronaves bateram durante atividade de pulverização em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. Ambas fizeram pousos de emergência. Os dois tripulantes (um piloto de cada avião) saíram sem ferimentos graves. A ocorrência está sob investigação.
Colisão mais grave da história da aviação brasileira
Avião da Gol que caiu em Mato Grosso em 2006 após bater em jato Legacy vitimou 154 pessoas.
FAB/Divulgação
Os dados do Cenipa levam em conta acidentes desde 2016. Por isso, não incluem a colisão mais grave da história da aviação brasileira: o choque em voo entre um Boeing 737-800 da Gol e um jato Legacy, em 29 de setembro de 2006.
O avião da Gol se despedaçou ao ser atingido na asa pelo Legacy e caiu em Mato Grosso —154 pessoas morreram. O jato, com sete passageiros, conseguiu pousar na Serra do Cachimbo, no Pará. A investigação apontou falha na coordenação dos centros de controle e má interpretação das autorizações de tráfego aéreo por parte da tripulação do jato Legacy.
Outro helicóptero explodiu e incinerou carros
Reprodução/TV Globo