Fone open-ear: g1 testa 4 modelos que não tampam o ouvido
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Fones de ouvido padrão aberto: g1 testou 4 modelos
Bruna Azevedo/g1
O fone do tipo open-ear é aquele que não tampa o ouvido. Ele fica apoiado perto da orelha e direciona o som para dentro, mas sem bloquear a audição do que acontece ao redor.
Essa característica aumenta a percepção do ambiente, o que pode evitar distrações e ampliar a segurança do usuário.
Além disso, são modelos mais confortáveis, já que não entram no canal auditivo e não possuem a borrachinha que pode incomodar e ficar suja de cera (veja como limpar).
Fone over-ear em formato de piercing no ouvido
Henrique Martin/g1
O ponto negativo, no entanto, é a falta de isolamento acústico. Como o ouvido fica aberto, todo ruído que vem de fora é perceptível. Por conta disso, o uso é mais indicado para locais de trabalho ou dentro de casa.
Na rua, qualquer motocicleta, caminhão ou ônibus que passe ao lado pode ocultar totalmente o que se está ouvindo, seja uma música ou um podcast. Ou o som alto de uma academia de ginástica.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O Guia de Compras testou quatro modelos de fones open-ear: Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense, Motorola Buds Loop e Philips TAQ2000.
Três deles – Huawei, Motorola e Philips – têm o formato em "C", que se encaixa na orelha de forma parecida com um piercing.
Já o modelo da JBL é voltado para esportes e fica preso por um gancho que passa sobre a orelha.
Da esquerda para a direita: fones da Huawei, Motorola, Philips e JBL
Henrique Martin/g1
Veja o resultado dos testes a seguir e, ao final, a conclusão.
Huawei FreeClip 2
O Huawei FreeClip 2 é o fone mais caro do teste, vendido na faixa dos R$ 1.000 nas lojas da internet no início de março.
O encaixe pode causar estranhamento e, dependendo do ângulo, alguma pressão e incômodo, mas não cai.
Dos modelos nesse formato, o da Huawei e o da Motorola são os mais confortáveis – o Philips aperta um pouco no começo.
A qualidade sonora é excelente, muito parecida com a encontrada nos fones da Motorola e da JBL. Funciona bem para música clássica, eletrônica ou pop sertanejo.
É curioso ouvir bem os graves, médios e agudos e, ao mesmo tempo, conseguir perceber alguém falando com você.
O aplicativo Huawei AI Life (para Android e iOS) permite ajustes de equalização e dos comandos por toque. Movimentos da cabeça podem servir para atender chamadas – é esquisito, mas funciona.
Da esquerda para a direita, apps dos fones da Huawei, JBL, Motorola e Philips
Reprodução
A bateria tem duração estimada de 9 horas de uso nos fones e mais 29 horas no estojo, a maior entre os modelos avaliados.
Um ponto negativo é o design da caixa de carregamento, que torna o ato de guardar os fones um desafio nas primeiras vezes.
JBL Soundgear Sense
O JBL Soundgear Sense foge do conceito de “piercing”, com um formato que deixa a saída de som sobre o ouvido. O produto custava R$ 800 nas lojas on-line pesquisadas em março.
O fone fica preso a um gancho atrás da orelha, indicado para esportes. Ele vem com um arco plástico que conecta as duas pontas, passando por trás do pescoço para aumentar a segurança e evitar quedas.
Fone JBL Soundgear Sense com adaptador para arco
Henrique Martin/g1
A qualidade do som é excelente e, dos quatro fones, é o que permite perceber mais detalhes nas músicas. O reforço de graves da JBL está presente, mas de forma menos exagerada.
O app JBL Headphones (para Android e iOS) traz equalizador, controles de gestos e de músicas.
A bateria tem duração estimada em 6 horas de uso, mais 18h no estojo, o maior entre os testados e não cabe bem no bolso.
Moto Buds Loop
O Moto Buds Loop pode ser um fone estilo piercing, que custava R$ 900 em fevereiro, ou um acessório de moda em sua versão com cristais Swarovski, por R$ 1.400.
Moto Buds Loop versão cristais Swarovski
Divulgação
O encaixe no ouvido é simples e não pressiona a cartilagem.
A qualidade sonora é excelente, similar à dos fones da Huawei e da JBL, com tecnologia desenvolvida em parceria com a Bose. O volume é um pouco mais alto que o dos concorrentes.
O app Moto Buds (apenas para Android) oferece os controles básicos e funções de inteligência artificial, como um recurso de gravação e transcrição de conversas ativado pelo estojo.
Nos testes, a função funcionou uma vez, travou e não voltou a operar.
A bateria tem duração estimada em 8 horas de uso, mais 29 horas no estojo de carregamento.
Philips TAQ2000
O Philips TAQ2000 é o fone open-ear mais barato do teste, vendido por R$ 200 em março. Dos quatro, é o que aperta mais no encaixe e leva um tempo para se acostumar.
Seu preço baixo o transforma no campeão da relação custo-benefício.
A qualidade sonora é um pouco inferior que a dos concorrentes, mas suficiente para o uso no dia a dia em um escritório, por exemplo. O perfil sonoro é mais neutro, sem exageros nos graves.
Em sentido horário: Huawei e JBL (em cima), Philips e Motorola (embaixo)
Henrique Martin/g1
O aplicativo Philips Fone de Ouvido (para Android e iOS) surpreende com uma função que gera sons da natureza ou ruído branco para ajudar na concentração ou relaxamento, similar a um recurso presente nos AirPods, da Apple.
A bateria dura, segundo a Philips, 7 horas contínuas nos fones e 21 horas adicionais no estojo.
Conclusão
Fones estilo open-ear são diferentes dos modelos que estamos acostumados. Eles perdem em isolamento de ruído e força dos graves, mas ganham por permitir que o usuário esteja ciente o tempo todo do seu entorno.
Por isso, não servem para toda situação. Usar na rua ou no transporte público é inviável, pois o barulho externo pode abafar completamente o som.
Dos quatro fones avaliados, três têm excelente qualidade sonora – Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense e Motorola Buds Loop –, com preço mais elevado.
O da Philips surpreende pelo valor de R$ 200 com uma boa qualidade de som, o que é mais que suficiente para testar o formato antes de partir para um modelo mais caro.
Os fones testados foram enviados por empréstimo e serão devolvidos aos fabricantes.
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