Ex-gerente de banco condenado por furtar R$ 1,5 milhão agride sogra, tenta esfaquear cunhado e é ferido em Vitória
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Ex-gerente condenado por furtar R$ 1,5 milhão agride a sogra e é esfaqueado em Vitória
O ex-gerente de banco Eduardo Barbosa de Oliveira, de 44 anos, condenado a sete anos de prisão por furtar R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Vitória, foi preso após agredir a própria sogra e tentar esfaquear o cunhado, na madrugada de segunda-feira (4), no bairro Itararé.
Segundo a Polícia Militar, Eduardo, que estava em liberdade mesmo após a condenação em regime semiaberto, iniciou uma discussão com a esposa na casa da família dela. Durante o desentendimento, a sogra tentou intervir e foi agredida com socos no rosto.
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O filho da vítima, que mora ao lado, foi chamado e tentou defender a mãe. Ainda de acordo com a polícia, Eduardo avançou contra ele com uma faca, mas acabou sendo desarmado e ferido pelo cunhado, que teria agido em legítima defesa.
O ex-gerente foi socorrido e levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), onde permanece internado sob escolta policial. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Eduado.
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O caso foi registrado na Delegacia Regional de Vitória. A sogra solicitou medida protetiva de urgência contra o genro.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Secretaria de Estado da Justiça foram procurados para esclarecer a situação do condenado, como o motivo de ele estar em liberdade, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Eduardo Barbosa Oliveira, de 43 anos, é suspeito de furtar R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil. Espírito Santo.
Redes sociais
Condenação
Eduardo Barbosa de Oliveira foi condenado em setembro do ano passado a sete anos de prisão, em regime semiaberto, por furtar R$ 1,5 milhão da agência do Banco do Brasil onde trabalhava, no bairro Praia do Canto, em Vitória.
O crime aconteceu em novembro de 2024. Depois de retirar o dinheiro da agência, ele foi localizado no Rio Grande do Sul ao lado da esposa, de 29 anos, a pouco quilômetros da fronteira com o Uruguai. A mulher foi absolvida por insuficiência de provas.
Furto e fuga
O casal foi preso quatro dias depois, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, quando tentava fugir para o Uruguai.
Eduardo exercia a função de gerente de módulo, cargo equivalente a tesoureiro, em uma agência na Praia do Canto, que oferece atendimento, serviços e produtos exclusivos para clientes de alta renda.
O homem saiu da agência com notas de real e moeda estrangeiras, com dinheiro escondido até mesmo na calça.
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Esposa alegou não saber origem do dinheiro
Durante depoimento, a esposa contou ter comprado o carro da fuga com R$ 74 mil em espécie, recebidos de Eduardo, e afirmou ao juiz não saber da origem criminosa do dinheiro.
Segundo ela, o companheiro afirmou que fazia parte de um empréstimo feito para o casal ter condições de mudar de estado.
A mulher informou que Eduardo contou que tinha sido transferido de agência de forma emergencial por ameaças feitas pelo ex-marido dela. O ex-gerente avisou sobre a transferência na quarta-feira, 14 de novembro, e disse que começaria na nova agência quatro dias depois, segunda-feira (18).
Com esse suposto prazo, Eduardo reforçou a necessidade de viajarem logo, indicando que teriam que comprar um carro, pois o do casal estava com pneus gastos e sem manutenção.
Relembre o caso
Eduardo Barbosa Oliveira, de 43 anos, e a esposa de 29 anos, foram presos no Rio Grande do Sul, após o furto de R$ 1,5 milhão de uma agência do Banco do Brasil, em Vitória, no dia 14 de novembro.
O casal foi localizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-158, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, no dia 18 de novembro. Eles transportavam o dinheiro em um Jeep Renegade que foi interceptado após informações indicarem que o homem, funcionário da agência bancária, estaria fugindo com o valor desviado da unidade.
Cerca de três semanas antes do crime, e esposa fez a sua última publicação nas redes sociais antes de ser presa. Ela postou um vídeo do casal com a legenda “Eu amo você e topo o nosso plano”.
Eduardo Barbosa Oliveira, de 43 anos, e a esposa, foram encontrados com R$ 1,5 milhão furtados do Banco do Brasil
Reprodução
Já no dia do furto, a mulher tentou comprar um carro de R$ 74 mil em dinheiro. Funcionários estranharam o fato dela ter dito ser doméstica, mas estar com o valor total em espécie. A loja não aceitou o pagamento.
Sendo obrigada a realizar um depósito para conseguir concluir a compra, a mulher foi até a agência onde o marido trabalhava, mas fingiu não conhecê-lo, segundo o vendedor do veículo.
No mesmo dia, imagens de câmeras de segurança da agência divulgadas pela Polícia Civil mostram a movimentação de Eduardo, no fim do expediente.
Por volta das 17h, o homem saiu da agência com uma caixa de papelão nas mãos; segundo a polícia, dentro da caixa estava o dinheiro furtado da tesouraria. Sem saber, menor aprendiz ajudou o gerente a sair com o dinheiro da unidade.
Em algum momento antes de deixar o trabalho, Eduardo trocou a senha do cofre da agência. Neste dia ainda, Eduardo fez contato com a ex-mulher, entregou R$ 20 mil e passou um carro para o nome dela, como uma espécie de acerto de contas do divórcio deles.
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No dia 18 de novembro, Eduardo não foi trabalhar e os colegas não conseguiram contato. A gerente da Agência Central do Banco do Brasil, em Vitória, procurou a polícia e registrou um Boletim de Ocorrência (BO).
Policiais foram até a agência e identificaram através das imagens das câmeras a conduta suspeita do casal.
O casal dirigiu 2200 km, de Vitória até Santa Cruz, cidade gaúcha onde foram localizados. Ao serem presos, os dois estavam a aproximadamente 247 km da fronteira do Brasil com o Uruguai.
O dinheiro foi encontrado em uma mala, mas também espalhado pelo veículo, como maços de notas no pneu estepe. No total, 10,3 mil notas foram apreendidas, entre reais, euros e dólares. As cédulas e o veículo foram apreendidos.
A dupla levava um gato e um cachorro, que foram encaminhados para uma ONG, para para receberam cuidados provisórios.
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