EUA mandam delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem deixar o país

  • 20/04/2026
(Foto: Reprodução)
Ramagem deixa a prisão nos EUA Os Estados Unidos ordenaram que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixe o país. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país. "Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso", diz o texto. A TV Globo confirmou com a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE). Ramagem foi detido pelo ICE no dia 13 de abril em Orlando, na Flórida. Naquele dia, a PF informou que ele havia sido preso por questões migratórias e levado a um centro de detenção. O ex-deputado foi solto dois dias depois. Após sair da cadeia, Ramagem publicou um vídeo agradecendo à cúpula do governo Donald Trump pela soltura. Na gravação, ele afirmou que a liberação dele foi administrativa, sem que fosse realizado um procedimento judicial ou pagamento de fiança. "Eu venho agradecer ao governo norte americano, da mais alta cúpula da administração Trump", disse Ramagem em uma publicação nas redes sociais. Membros do ICE informaram à PF que Ramagem poderá aguardar em liberdade, nos EUA, a análise de um pedido de asilo. O g1 apurou que autoridades brasileiras começaram a preparar um relatório com informações e documentos para tentar acelerar a deportação dele para o Brasil. Ramagem deixou o Brasil em 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de integrar o núcleo central da trama, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Segundo investigações da PF divulgadas pelo g1, ele saiu do país de forma clandestina antes do fim do julgamento. Informações apontam que ele cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana e, depois, seguiu para os Estados Unidos. Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado foi encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025. LEIA TAMBÉM Na Alemanha, Lula nega turbulência em cenário eleitoral e diz estar 'tranquilo' para disputar quarto mandato Trump diz que acordo com Irã deve sair 'relativamente rápido' e será 'muito melhor' que o de governos anteriores Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país Quem é Alexandre Ramagem? Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da ABIN e ex-deputado federal PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO Alexandre Ramagem é um delegado da Polícia Federal e político brasileiro. Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018. Na gestão Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como "Abin Paralela". Em 2020, Bolsonaro tentou nomeá-lo Diretor-Geral da Polícia Federal, mas a nomeação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) devido à proximidade pessoal de Ramagem com a família do presidente. Em 2022, foi eleito pelo PL-RJ com cerca de 59 mil votos. Teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro do ano passado, após sua condenação criminal na trama golpista. Em 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, terminando a eleição em segundo lugar. VÍDEOS: mais assistidos do g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/20/eua-pedem-saida-de-autoridade-brasileira-por-tentar-contornar-pedido-extradicao.ghtml


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