Esporotricose: conheça a doença que tutor contraiu após arranhão de gato

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Saiba o que é esporotricose, doença que atinge animais e humanos Divanilson Paiva contraiu esporotricose após ser arranhado pelo gato de estimação Bartmil, que estava infectado. A doença é transmitida por um fungo e se manifesta como uma dermatite. Apesar de ser mais recorrente e fatal em gatos, ela também pode atingir outros animais e humanos. Bartmil contraiu a micose após ser arranhado por outro gato e acabou transmitindo a enfermidade para o tutor por meio de um arranhão. Juntos, eles passaram por tratamento em Guarujá, no litoral de São Paulo, e descobriram que a cura também pode ser compartilhada. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A situação pode assustar outros tutores de gatos, então o g1 conversou com especialistas que explicaram o que é a esporotricose, como ela pode ser prevenida e quais são os tipos de tratamento. Veja abaixo: Divanilson Paiva adoeceu e se curou junto com gato de estimação em Guarujá (SP) Divulgação/Prefeitura de Guarujá 🦠O que é a esporotricose? De acordo com a veterinária Alessandra da Silva Gonçalves, que é especialista em gatos, a doença é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix. "Esse fungo vive no ambiente, no solo úmido e em matérias orgânicas, que podem ser restos de planta, madeira apodrecida, folha seca e espinhos. Tanto que antigamente se referiam como a doença do jardineiro porque as pessoas que manipulavam o jardim acabavam se contaminando", explicou ela. 🐱Por que os gatos são mais afetados? A veterinária afirmou que qualquer animal ou pessoa pode se infectar, mas a doença é mais comum nos felinos com acesso à rua. Isso acontece por conta do contato que eles têm com o meio ambiente e com outros gatos. Gato é resgatado das ruas, recebe tratamento para doença grave e ganha novo lar; veja antes e depois Gato Café durante e depois de tratamento de esporotricose em Santos (SP) Initial plugin text Apesar disso, a veterinária destacou que os felinos não são os vilões da esporotricose. "Eles também são vítimas da doença. O fungo está no ambiente e o animal que tem livre acesso à rua, acaba se infectando e adoecendo. Por isso, a gente foca que os gatos não devem sair para dar voltinha", disse. 🤔Como a doença se manifesta? Nos felinos, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) afirmou que a esporotricose aparece por meio de lesões na pele que podem evoluir para úlceras graves e afetar órgãos internos, podendo levar à morte. Nas pessoas, as feridas se manifestam após arranhões, mordidas ou contato com a secreção de um animal infectado. "É uma ferida que dói bastante, queima bastante, dá aquela sensação de ardência", explicou a veterinária Thalita de Noffri Lapa Louza. Foto ilustrativa de gato com esporotricose Divulgação 🚨Como se prevenir? Segundo a secretaria estadual, a prevenção começa por evitar contato direto com o fungo. Ao realizar atividades como jardinagem, trabalhos rurais ou manuseio de materiais potencialmente contaminados, é fundamental usar luvas, roupas de mangas compridas e calçados fechados para proteger a pele de possíveis ferimentos. Além disso, a secretaria afirmou que o controle reprodutivo de animais por meio da castração é uma medida eficaz porque reduz o instinto de caça, brigas e a circulação na vizinhança, diminuindo o risco de contágio. Tutor e gato se curaram após tratamento na Unidade de Vigilância em Zoonoses de Guarujá Divulgação/Prefeitura de Guarujá 🏥Como funciona o tratamento? Thalita afirmou que o diagnóstico precoce é fundamental. "O gato em estado muito avançado vai ter outras complicações e pode ser fatal para o gato. Então, se a gente pegar a lesão bem no começo, a gente consegue salvar", explicou ela. No entanto, a veterinária alerta para pontos de atenção durante o tratamento com medicamentos. "Tem que ter todo um cuidado com a fisiologia do gato, porque, ao mesmo tempo que essa medicação, que é o antifúngico, mata o fungo, também pode acometer outros órgãos", afirmou Thalita. Ainda de acordo com ela, o tratamento demora seis meses até o desaparecimento das lesões. No entanto, é importante continuar com retorno ao veterinário para acompanhamento após a recuperação. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/mais-saude/noticia/2026/02/26/esporotricose-conheca-a-doenca-que-tutor-contraiu-apos-arranhao-de-gato.ghtml


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