Dinamarca e Otan discutem presença americana na Groenlândia

  • 23/01/2026
Dinamarca e OTAN discutem presença americana na Groenlândia Dinamarca e Otan negociam com os Estados Unidos um acordo sobre a presença militar americana na Groenlândia. Mas uma declaração de Donald Trump voltou a criar atritos com os aliados europeus. Um corre-corre na política dinamarquesa - que tenta arrefecer as tensões com os Estados Unidos. A primeira-ministra, Mette Friederiksen, desembarcou nesta sexta-feira (23) na Groenlândia. E não escondeu a gravidade do momento: "Estamos numa situação séria, como todos podem ver. Existe agora um caminho político, diplomático, e é para isso que temos que nos preparar". A Groenlândia é um território autônomo, e faz parte do Reino da Dinamarca. Nos bastidores, dinamarqueses e americanos já iniciaram as negociações. O ministro do Exterior da Dinamarca evitou dar detalhes - mas pediu calma. "O lado positivo é que o presidente americano em vez das ideias violentas de possuir a Groenlândia. Agora quer negociar conosco e incluir a Otan". Um dos objetivos de Donald Trump - segundo analistas europeus - é atualizar o Tratado de 1951 - que criou a base legal da presença militar dos americanos na Groenlândia. Na época, quando foi assinado, o foco era conter o avanço da União Soviética. Mas o contexto agora é bem mais complexo: além da Rússia, tem a ascensão da China - sem falar em toda a riqueza mineral da Groenlândia, que é estratégica na economia moderna. Donald Trump recuou das ameaças, mas não parou com as críticas. Na quinta-feira (22), declarou que os Estados Unidos "nunca precisaram" da Otan. E afirmou que os aliados não lutaram na linha de frente durante a guerra no Afeganistão. A Europa reagiu. Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, chamou o comentário de "revoltante", um "insulto". O Reino Unido perdeu no conflito mais de 450 soldados. Canadá, França, Dinamarca e vários outros membros da Otan também tiveram baixas. Foram mais de mil mortes entre os aliados. No monumento aos dinamarqueses mortos em guerras, o veterano Niels Jespersen mostra as medalhas que ganhou no Afeganistão. Ele diz que os dinamarqueses sentiram o dever de ajudar os amigos americanos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. "Leva muito tempo para construir amizade e confiança, mas parece que destruir isso tudo é muito rápido", ele lamentou.

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/23/dinamarca-e-otan-discutem-presenca-americana-na-groenlandia.ghtml


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