Denúncias de violações de direitos em casas para idosos crescem 12,6% na região de Campinas; veja como escolher uma instituição

  • 03/07/2026
(Foto: Reprodução)
Violações de direitos humanos em Instituições de Longa Permanência de Idosos sobem 12,6% na região de Campinas Reprodução/EPTV Os registros de violações de direitos humanos em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) cresceram 12,6% no primeiro semestre de 2026, nas cidades da área de cobertura do g1 Campinas. Segundo dados do Disque 100, o número subiu de 191 no 1º semestre de 2025 para 215 este ano. Diante desse cenário, especialistas e familiares alertam para os cuidados que devem ser adotados na hora de escolher uma instituição para idosos, como verificar a documentação, as condições de atendimento e a rotina oferecida aos moradores - confira abaixo. ➡ Uma casa de repouso para idosos de Mogi Guaçu (SP) foi interditada totalmente pela Prefeitura, nesta quinta-feira (2), após ser alvo de denúncias de maus-tratos, negligência e irregularidades administrativas. O caso ganhou repercussão após a morte de Antônio Garcia, de 95 anos. 🔎 Os números do Disque 100 contabilizam denúncias que podem envolver diferentes tipos de violações de direitos, como negligência, abandono, violência psicológica, violência física, privação de cuidados básicos e outras ocorrências. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A jornalista Andrea Barbieri afirmou que viveu uma experiência traumática ao perceber a deterioração do estado de saúde do pai durante a permanência dele em uma instituição. Segundo ela, em dois meses o idoso perdeu mais de 20 quilos e passou a apresentar limitações que não tinha antes. "Ele não anda mais, porque restringiram meu pai a andar, prenderam ele numa cadeira de rodas. Não come mais sozinho, ele estava pálido porque não tinha banho de sol. As visitas eram restritas, a gente tinha que marcar horário e ficar apenas uma hora com ele", relatou. Após denunciar o caso à Vigilância Sanitária, a família transferiu o idoso para outra instituição. Para evitar situações semelhantes, Andrea recomenda que familiares avaliem detalhadamente as condições do local antes da contratação. "Pedir para conhecer as dependências, ser apresentada para os funcionários, os cuidadores, ver onde é o local de sol, o que eles comem, como eles vivem ali dentro daquele local. Visitas não podem ser restritas", afirmou. Como escolher uma instituição? Violações contra direitos dos idosos em casas de repouso sobem 36% em São Paulo De acordo com Diego Santos, coordenador de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa da Prefeitura de Campinas (SP), uma instituição adequada deve possuir toda a documentação exigida pelos órgãos de fiscalização. Segundo ele, o município conta atualmente com 200 instituições de acolhimento para idosos, das quais 46 possuem o selo "Morada Legal", certificação concedida após processos de fiscalização. "Nisso envolve a Vigilância Sanitária, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Urbanismo, com alvará de uso. Além de toda essa documentação, as instituições devem resguardar todos os direitos dessas pessoas idosas, conforme prevê o Estatuto da Pessoa Idosa", explicou Santos. O coordenador orientou que os familiares verifiquem a estrutura física, a documentação da instituição e a existência do selo de certificação. Caso em Mogi Guaçu Casa de repouso alvo de ação do MP é interditada após morte de idoso em Mogi Guaçu A instituição interditada em Mogi Guaçu já era acompanhada por órgãos públicos desde 2024. As investigações começaram após denúncias registradas no Disque 100 que apontavam supostos maus-tratos, alimentação inadequada, falta de funcionários e piora nas condições de saúde de idosos acolhidos. Após as denúncias, o Ministério Público instaurou procedimento para apurar a situação. Em janeiro de 2025, a Vigilância Sanitária constatou que o local funcionava sem Licença Sanitária e sem o Laudo Técnico de Avaliação (LTA), determinando interdição parcial e proibindo a admissão de novos moradores. Em março deste ano, o Ministério Público ingressou na Justiça pedindo a suspensão das atividades e a interdição total da instituição. Na ação, o órgão citou denúncias de violência, negligência, falta de alimentação adequada e ausência de acompanhamento médico. Na quinta-feira (2), a Prefeitura informou que a clínica havia descumprido as determinações impostas anteriormente e determinou a interdição integral do estabelecimento. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar possíveis maus-tratos. ➡ Em nota, a defesa da clínica informou que desconhece a existência de ação civil movida pelo Ministério Público e afirmou que não recebeu citação judicial sobre eventual pedido de interdição do estabelecimento. Sobre o Laudo Técnico de Avaliação (LTA), a clínica afirmou que, com autorização da própria Vigilância Sanitária municipal, a empresa "está em seu prazo de execução de obras e tem passado por uma grande reforma em sua estrutura física para se adequar as solicitações legais previstas". Casa de repouso alvo de ação do MP é interditada após morte de idoso de 95 anos em Mogi Guaçu (SP) Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/07/03/denuncias-de-violacoes-de-direitos-em-casas-para-idosos-crescem-126percent-na-regiao-de-campinas-veja-como-escolher-uma-instituicao.ghtml


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