Defesa de Vorcaro estuda reforçar time e cogita Cardozo, ex-ministro de Dilma
28/01/2026
(Foto: Reprodução) O ex-ministro José Eduardo Cardozo foi advogado de Dilma no processo de impeachment, em 2016.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, avalia reforçar sua equipe e cogita nomes como o de José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça no governo Dilma.
Integrantes da conversa confirmam ao blog que houve conversas de bastidor. Por enquanto, nada avançou formalmente, mas a hipótese não está descartada.
Procurado pelo blog, Cardozo não quis comentar.
Ex-deputado federal pelo PT, Cardozo foi ministro da Justiça e da Advocacia-Geral da União (AGU) no governo Dilma, entre 2011 e 2016.
Quando a presidente foi afastada pela Câmara, atuou como advogado dela no processo de impeachment no Senado.
Nos bastidores, alguns advogados defendem o nome de Cardozo porque acreditam que ele pode ajudar a ampliar pontes institucionais — inclusive com a Polícia Federal —, já que foi ministro da Justiça. A leitura é que sua presença poderia dar mais musculatura política e técnica à estratégia de defesa num momento sensível do processo.
A delação, por ora, está fora do radar, garantem os advogados. Mas, mais adiante, ninguém crava que o cenário não possa mudar.
Se mudar, inclusive, integrantes da defesa devem deixar o caso — caminho já adotado por Walfrido Warde, como o blog revelou na semana passada.
Apesar de a saída de Warde nao ter relação com delação em curso, ele é contra o instrumento como estratégia de defesa, assim como outros advogados do caso que, inclusive, teriam conflitos, como já preveem.
Notícias sobre uma delação de Vorcaro causam arrepios em Brasília, pelo potencial estrago que ele poderia causar contando o que sabe e expondo suas relações políticas.
Desdobramentos
Paralelamente, a defesa pediu o espelhamento do celular de Daniel Vorcaro. A estratégia é entender exatamente o que já está em posse da polícia.
O grupo aguarda os próximos desdobramentos para definir os passos seguintes: querem saber se o caso fica onde está, se “desce” do STF para a primeira instância da Justiça, se sai das mãos do ministro Dias Toffoli ou não. As decisões de defesa passam diretamente por essa definição.