Decisão sobre tarifaço ao Brasil sairá 'muito em breve', diz representante de comércio dos EUA

  • 09/07/2026
(Foto: Reprodução)
Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, fala à imprensa no dia em que participa de um almoço de trabalho com ministros do comércio da UE, em Bruxelas, Bélgica, 24 de novembro de 2025. Piroschka van de Wouw/Reuters O representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9) que a decisão sobre um novo tarifaço às importações brasileiras será anunciada "muito em breve", mas disse que os dois países ainda estão distantes de um acordo. "Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância considerável entre nós. Por isso, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, porque temos um prazo legal até 15 de julho", disse Greer em entrevista à Fox Business Network. Em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre diferentes temas, como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, ele anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Em ambos os casos, uma longa lista de exceções foi apresentada para evitar uma alta de preços no mercado americano. Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço O impacto para o Brasil e para os EUA Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem. Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”. Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período. "Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou. Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana. Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/09/decisao-sobre-tarifaco-ao-brasil-saira-em-breve-diz-representante-comercial-dos-eua.ghtml


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