Café produzido por dependentes químicos ajuda na recuperação, é exportado para o Japão e financia obras sociais no interior de SP

  • 16/05/2026
(Foto: Reprodução)
Café produzido por dependentes químicos ajuda na recuperação e financia obras sociais Uma associação católica transformou o cultivo artesanal de café 100% arábica em uma das principais ferramentas de recuperação de dependentes químicos atendidos pela instituição em Jaci, no interior de São Paulo. Conhecido como Café Artesanal do Frei, o produto, torrado e moído, conhecido pelo sabor suave e encorpado, é cultivado sem utilização de agrotóxicos e produzido por acolhidos da comunidade terapêutica como parte do processo de reabilitação. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Fundada em 4 de outubro de 1985, há 40 anos, a Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus atualmente produz cinco mil quilos de café por ano, comercializados inclusive para o Japão e países da Europa. Freis franciscanos cultivam café de maneira artesanal com auxílio de dependente químicos em reabilitação, em lavoura de Jaci (SP): renda revertida para obras assistenciais Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus/Redes sociais/Reprodução Ao g1, o responsável, Anderson Santos, informou que a renda obtida com as vendas é revertida integralmente para as obras sociais e assistenciais mantidas pela fraternidade, que também produz mel e própolis. Desde a fundação, mais de 50 mil pessoas de diversas regiões do país já passaram pela rede de acolhimento e recuperação mantida pela associação. De acordo com Anderson, o trabalho é considerado fundamental no processo terapêutico. “A busca da recuperação vem junto com a reconstrução do ser humano. E não tem como fazer essa reconstrução sem a reabilitação dele consigo mesmo, com o trabalho, porque ninguém sobrevive sem trabalho”, afirmou o responsável. Fundada em 4 de outubro de 1985, há 40 anos, a Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus produz café em Jaci (SP) Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus/Divulgação ☕O início e a produção A entidade cristã, sem fins lucrativos, nasceu com a missão de acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente dependentes químicos. A instituição define a própria atuação como um trabalho voltado a “enfrentar, acolher, cuidar e se colocar no lugar daqueles que mais necessitam”. Segundo Anderson, o cultivo do café começou ainda com Frei Francisco Belotti, fundador da obra. O café era servido inicialmente para visitantes da obra social e, com o tempo, passou a despertar interesse de quem frequentava o local. LEIA TAMBÉM Entre cápsulas e ciência, criadores de conteúdo traduzem paixão pelo café em linguagem e objeto de estudo Pai desmaia após nascimento da filha em hospital no interior de SP: 'Quando vejo sangue de gente, passo mal' Casal encara subida de quase 2 km, 7 horas de trilha e superação física para chegar à Pedra do Baú: 'Renova as energias' Diante disso, os próprios visitantes passaram a procurar formas de comprar o produto. A demanda fez com que a fraternidade estruturasse a produção e começasse a comercializar oficialmente o café. “As pessoas sempre falavam da qualidade desse café. Depois começaram a perguntar como poderiam adquirir. Foi aí que começamos a fazer a embalagem certinha e buscar a aprovação”, explicou o responsável. Trabalhadores do cultivo do café na Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus em Jaci (SP) Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus/Divulgação Conforme o representante, o produto recebeu certificação de café artesanal após avaliação técnica que levou em consideração o manejo, a torrefação e os cuidados durante toda a produção. “O cultivo é feito sem utilização de agrotóxicos. Existe todo um cuidado na colheita, para não deixar o café cair no chão, além do controle na torrefação para manter a qualidade”, explica. Initial plugin text A associação destaca que o trabalho faz parte da metodologia aplicada no tratamento dos acolhidos. “A gente diz que a recuperação é como uma cadeira de quatro pernas: precisa da família, da espiritualidade, do trabalho e da rede de apoio. Sem o trabalho não há recuperação”, disse o representante. Café Artesanal produzido em Jaci (SP) Associação Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus/Divulgação 🧑‍🌾 O trabalho à favor da humanização Além das comunidades terapêuticas, a fraternidade administra hospitais, ambulatórios, polos de saúde mental, casas de acolhimento e projetos sociais em diferentes estados do Brasil e também em países como Haiti, Portugal, Tanzânia e Japão. A associação também mantém hospitais no noroeste paulista, comunidades terapêuticas, atendimento a pessoas em situação de rua e missões humanitárias na Amazônia e no Haiti. Segundo dados apresentados pela instituição, atualmente a rede conta com cerca de 80 serviços de saúde e assistência social. Em 2024, a rede registrou mais de 5,7 milhões de atendimentos ambulatoriais e internações, segundo dados da própria instituição. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/05/16/cafe-produzido-por-dependentes-quimicos-ajuda-na-recuperacao-e-exportado-para-o-japao-e-financia-obras-sociais-no-interior-de-sp.ghtml


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