Auxiliar mordida por rottweilers relembra ataque que a deixou sem orelha: 'Não gosto de olhar no espelho'

  • 01/01/2026
(Foto: Reprodução)
Adriana Souza foi mordida por dois cães da raça rottweiler em março deste ano Reprodução Nove meses após ser atacada por dois cães da raça rottweiler, em Rio Branco, a auxiliar de limpeza Adriana da Silva Souza, de 45 anos, ainda não gosta de se olhar no espelho e ver as cicatrizes deixadas pelo ataque. "Só uso roupa longa, bermudas e cubro a orelha com o cabelo, que ainda está crescendo. Já voltei a trabalhar, a fazer o que gosto, mas optei por não fazer cirurgia na orelha. Ficou só um pedacinho. Seria mais um procedimento, não queria ficar mais um período sem trabalhar", contou ao g1. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Adriana ficou cerca de cinco dias internada no pronto socorro da capital, o cabelo foi raspado e passou por duas cirurgias: uma reconstrução do couro cabeludo, que teve parte arrancada no ataque, e na orelha. Ela acompanhava o ex-marido no serviço de uma casa no bairro Alto Alegre quando houve o acidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A auxiliar não tinha o costume de ir na casa, mas resolveu acompanhar o ex-marido na pintura do imóvel. Os cães se soltaram e atacaram Adriana, que só escapou porque se jogou dentro de um poço. "Me vi retalhada, a cabeça raspada. Eu tinha o cabelo tão bonito, gostava de usar brinco na orelha. Não gostava de olhar no espelho, hoje já me olho mais ou menos, mas não gosto muito. Meu cabelo está demorando muito a crescer", disse. Ataque Mulher teve parte da orelha esquerda arrancada no ataque Arquivo pessoal Adriana relembrou o dia do ataque. Ela tinha saído do trabalho, na Maternidade Bárbara Heliodora, e ex-marido a chamou para ir até o imóvel ajudá-lo em uma pintura. O homem já tinha ido ao local outras vezes e era reconhecido pelos animais. Ao chegar na residência, o homem entrou e prendeu os cães na parte de trás do quintal. Só então Adriana entrou no quintal. "Entrei, tomamos café na varanda e ficamos conversando. Fui olhar umas flores que tinha no quintal, perguntei pra ele [ex-marido] algumas coisas e quando olho para trá já vejo os cachorros. Falei assim: 'Meu Deus! E agora? Vão me matar'. Ele já gritou pelo nome de um dos cachorros, para que ficasse lá, mas foi o mesmo que dizer ataca. Vieram pra cima de mim", recordou. A auxiliar relembra também que não conseguiu correr com medo. "Se eu corresse para rua, me pagavam, se fosse para a casa, me pagavam de qualquer jeito. Fiquei no meu canto, não tinha para onde correr. Ainda olhei para rua, mas iam me pegar. Sabia que se me pagassem correndo iriam me estraçalhar", afirmou. Adriana foi mordia nos braços e pernas durante o ataque Arquivo pessoal A vítima foi mordida nos braços, nas pernas, na cabeça e na orelha esquerda. Para fugir dos cães, Adriana conseguiu se jogar dentro de um poço que havia no quintal. "Meu ex-marido não deu conta de afastar eles. Quando agarrava um, o outro me atacava. Olhei para o poço e falei que ia pular. Cai em cima de um pau que estava no poço. Tinha água, mas não afundei, fiquei nesse pau", explicou. O ex-marido foi quem retirou Adriana de dentro do poço e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela acredita que desmaiou após a queda e relembra alguns detalhes do resgate. "Fui coloca no chão da casa e lembro de pedir água, mas disseram que não podiam me dar. Falava que não conseguia respirar, que ia morrer. Não esqueço desse dia. Lembro que na ambulância queriam me inturbar, mas estava consciente. Foi horrível", disse. Volta ao trabalho e apoio Adriana voltou a trabalhar cerca de dois meses após o ataque. Ela conta que, enquanto se recuperava dos ferimentos, recebeu ajuda do dono da residência, de colegas do trabalho, amigos e até desconhecidos. "Às vezes choro, fico depressiva, mas só tenho a agradecer a todos. Nasci de novo, sou uma sobrevivente do ataque de dois rottweilers. Minhas filhas cuidaram de mim enquanto estava acamada, pessoal do meu trabalho me apoiaram muito. Tive apoio do meu chefe, que acompanhou tudo, das equipes do hospital também. Tive muita ajuda, muita gente me ligando", falou. Atualmente Adriana não toma mais nenhum medicamento e nem faz mais tratamento. Mãe de seis filhas, de 26, 25, 23, 14, 12 e 11 anos, a auxiliar de limpeza é grata por ter sobrevivido e conta os planos para 2026. "Foi muita luta em 2025, agradeço muito a Deus tudo. Não deu certo o relacionamento com a pessoa que eu estava na época, ele já foi embora para outro estado e vivo com minhas filhas hoje. Em 2026 quero conseguir comprar minha casa porque moro de aluguel e trabalho para manter minha família", concluiu. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/01/01/auxiliar-mordida-por-rottweilers-relembra-ataque-que-a-deixou-sem-orelha-nao-gosto-de-olhar-no-espelho.ghtml


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